segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Inútil

Inútil.
Até então, meus dias têm passado como inúteis.
Cada palavra quietada,
cada gesto recolhido,
cada pensamento não tido...
Fizeram a minha vida presente
se tornar inútil.

Um comentário:

MARLO RENAN disse...

Linhas concisas e fortes!
Vejo um quê de pessimismo saudável, aquele que nós inevitavelmente temos quando nos damos conta do mundo em que vivemos.
Achei esse poema ótimo; um toque de melancolia de que eu também compartilho!

Respondendo a sua pergunta: gosto de Caeiro, sim! Recente comprei um livro dele, das obras completas, e o devorei! Adoro a simplicidade das linhas dele. Muito boas, mesmo.

Abraços!