É incrível como todas as coisas mudam tão depressa. Sinto-me cada vez mais "eu" a cada dia que passa. Alguns meses atrás, sentia grandes arritmias, fortes crises existenciais e nenhuma esperança de melhoras. Pois bem, vivo, agora, como se os problemas não mais me tomassem a cabeça, eu os domino. Estou com amizades certas e verdadeiras, amigos velhos (e bons amigos) estou revendo e pessoas novas conhecendo. A loucura não me cerca mais, só a lucidez. Sinto-me mais preparada para enfrentar o mundo, amadurecida, perplexa com as coisas atuais e tentando mostrar-me capaz de mudá-las. Luto não mais para conseguir um grande amor (ele nasce apenas dentro da gente, o meu está nascendo, o amor-próprio), mas sim para transformar as dificuldades alheias em pó. A felicidade do outro está se tornando a minha. O meu desejo de crescer não fica restrito ao pequeno mundo alienado que imaginava, não tem limites. É incrível como todas as coisas mudam tão depressa.
Eu sou eu, uma outra pessoa.
Um comentário:
"Eu sou eu, uma outra pessoa."
Gostei disso. ^^
Gostei também do texto em si, bem sincero, irradiando experiência literária e amadurecimento pessoal, no que sua própria dissertação se baseia.
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